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Tipos de corrosão: saiba como diferenciar cada processo corrosivo

O que é corrosão?

Esse termo é usado para denominar o processo de decomposição de todos os metais, também conhecido como enferrujamento. Na maior parte das vezes, a ação do tempo é a principal responsável por isso, mas alguns fatores aceleram e também há tipos diferentes de corrosão.

Além de metais, é possível que outros materiais também passem isso, como polímeros e concreto.

O que normalmente acontece é que a forma metálica se transforma em íons através da transferência de elétrons do metal para um outro elemento químico, que pode ser até mesmo outro metal.

Alguns métodos são eficazes para proteger os materiais do enferrujamento. Veja agora o que se pode fazer para evitar esse processo em seus objetos, bem como conhecer os tipos de corrosão.

Quais são os tipos de corrosão?

A princípio e analisando rapidamente, as corrosões parecem todas iguais. Mas não é bem assim. Um metal pode se deteriorar de várias formas diferentes.

Conheça agora algumas dessas variedades e entenda o que acontece com os metais depois de algum tempo de uso e exposto ao ar livre.

A corrosão uniforme é a primeira delas. Veja a seguir.

Uniforme

A corrosão uniforme pode atingir todas as partes da peça e não gera desníveis.

Nesse tipo, os efeitos são visíveis em todas as partes do metal que estiverem visíveis ou em contato com algum agente acelerador de enferrujamento, em vez de apenas algumas partes bem específicas.

É o tipo de corrosão mais comum e também uma das mais possíveis de combater, mesmo atingindo toda a superfície exposta do metal, pois é o mais visível e também o mais simples de proteger.

Como não há uma perda de metal em apenas uma parte da peça, nota-se uma perda bem estável de espessura em todas as partes.

Por placas

Este tipo de corrosão provoca desníveis na peça, pois alguns pedaços se soltam.

Diferentemente da corrosão uniforme, a variedade denominada em placas afeta apenas algumas partes, que ficam com depressões.

A velocidade da deterioração é bem progressiva e os pedaços vão se desprendendo da peça aos poucos. Esse tipo de corrosão é mais encontrado em metais que têm películas. Com o tempo, elas vão ficando mais espessas e se rompe, expondo as áreas antes protegidas ao processo de ferrugem.

Essa é a razão pelas qual as escavações são formadas, formando um desnível na peça, e também por apenas algumas partes serem afetadas. Onde a película consegue se manter intacta, a proteção continua.

Alveolar

As erupções são em formatos circulares, também provocando irregularidades na peça.

É um tipo de corrosão na qual há desníveis e escavações, mas de características diferentes das encontradas na variedade de placas. Por isso, distinguir ambas é muito simples e em apenas uma vistoria é possível a identificação.

As escavações são mais redondas, com profundidade bem menor do que o diâmetro. São semelhantes a alvéolos, daí o nome.

Também é chamada de corrosão por pits ou pites, sendo uma derivação do inglês Pitting Corrosion, bem como corrosão por orifícios, puntiforme ou picadas.

Dependendo da gravidade do ferrugem e da espessura original, as cavidades podem até perfurar a peça. Assim como a corrosão por placas, é bem localizada e podem não ser vistas em um primeiro momento se não estiver em local de destaque ou se os orifícios forem muito pequenos.

É um tipo de corrosão causado pela ação do oxigênio, como tantos outros.

Intergranular

A intergranular é uma corrosão na qual a força mecânica pode facilitar e agilizar o seu processo.

Com o passar do tempo, o metal vai perdendo força até se romper. Nesse tipo de corrosão, isso ocorre entre os grãos de sua rede cristalina.

Um fator que facilita a ruptura é a força mecânica. Um metal mais fraco certamente terá danos com um empurrão, pontapé ou ação de qualquer objeto quando aplicado um certo esforço.

A corrosão vai seguindo um caminho por onde os grãos vão se destacando e o material vai ficando mais fraco e propício ao rompimento.

É uma corrosão muito comum em aços inoxidáveis, quando os grãos vão se concentrando na região central, deixando as periféricas mais vulneráveis.

Esfoliação

A esfoliação consiste em degradar metais apenas em contato com o meio ambiente, por meio de reações químicas.

É um dos tipos de corrosão mais encontrados em chapas. Ocorre paralelamente à superfície metálica e é facilitado até mesmo pelo trabalho mecânico.

O material é desintegrado em forma de placas paralelas ao reagir com o meio ambiente. A esfoliação é bem comum em liga de alumínio.

Empolamento por hidrogênio

O processo se dá de dentro para fora, com a formação de bolhas e a transformação do hidrogênio.

O gás é o principal agente desse tipo de corrosão. Na variedade atômica, ele atinge o metal, espalhando-se em pouco tempo em função do seu pequeno número atômico. E onde atinge, a ferrugem começa a aparecer.

As áreas afetadas costumam não ser contínuas. Ao penetrar no material, o hidrogênio se transforma no molecular e, com a pressão, o metal vai criando bolhas que, estouradas, geram orifícios e ferrugem.

Os fatores que favorecem o aparecimento do empolamento pelo hidrogênio são:

  • Tempo de exposição da peça;
  • Fonte de hidrogênio;
  • Pressão e temperatura;
  • Uso de soluções que reagem facilmente com metais, como ácidos, por exemplo;
  • Acabamentos como níquel galvanizado.

Ao reagir com o metal, o hidrogênio o deixa bem mais vulnerável e propício a danos gerais.

Ao redor do cordão de solda

 

A ferrugem que aparecem nos locais próximos às soldas e tem condições propícias para aparecer.

Como o próprio nome diz, é um tipo de corrosão muito comum em torno das soldas. Aparece em peças de aço que não estejam estabilizadas ou com taxas de carbono superiores a 0,03%.

Umas das principais causas para a deterioração da solda é a exposição à alta temperatura. Com o tempo, ela começa a mostrar os primeiros sinais de deterioração.

Em fresta

As frestas são as maiores atingidas, bem como acessórios usados para unir peças de metal, como parafusos e porcas

É muito similar ao cordão de solda, mas, nesse tipo de corrosão, peças como arruelas, porcas, roscas e parafusos são atingidos. Pode também atingir soldas, principalmente as que estiverem próximas às peças oxidadas.

A deterioração também ocorre em função da alta temperatura e a intensidade da deterioração é proporcional à profundidade e largura da fresta – as profundas e estreitas são as mais vulneráveis.

Para dificultar a ação da ferrugem, o ideal é usar peças limpas e sem incrustações. A soldagem deve ser feita cautelosamente, para não provocar cenários propícios à corrosão.

Grafítica

Apenas o grafite resta após o processo de corrosão estar em estágio avançado.

Muito comum em ferro fundido cinzento e se diferencia de alguns tipos de corrosão por não precisar de aumento de temperatura: ele se dá no clima ambiente.

Nessa modalidade, o ferro fundido passa pelo processo, deixando a grafite intacta. A principal causa disso é o fato de os dois elementos terem grande diferença de nobreza entre si.

Em alguns casos, não há diferença nas dimensões da peça, mesmo com a corrosão. No entanto, muda-se as propriedades mecânicas do material.

Sua prevenção é fundamental, com o uso de revestimentos e inibidores de corrosão. Uma vez iniciado o processo de enferrujamento, não há mais alternativas de reparos.

Filiforme

Caminhos são formados pela ferrugem, sem uma direção definida e danificando toda a peça.

Muito fácil de identificar, é um tipo de corrosão que se caracteriza por ter a forma de filamentos rasos, formando caminhos e indo para várias direções.

É muito comum em materiais revestidos com metais ou tintas. Neste último caso, é como se a camada de pintura estivesse sendo removida.

Um cenário propício para o aparecimento de ferrugem nessas peças é o aumento da umidade relativa do ar: taxas acima de 85% já facilitam o início do processo. Revestimentos de oxigênio e água permeáveis também são agentes de corrosão nesse cenário.

Métodos eficientes para combater a corrosão

Para cada tipo de corrosão, uma ou outra medida é mais eficiente no seu combate. Porém muitas dessas ações coincidem e podem ser úteis em mais de uma variedade ou até mesmo de uma forma geral.

Prevenir é mesmo a melhor saída, afinal as chances de aparecer a ferrugem são bem menores. Mesmo assim, não há garantia de proteção total. O tempo é implacável e, mesmo tomando alguns cuidados, os metais começam a oxidar e se decompor.

A partir de agora, você vai saber o que pode ser feito caso o processo de corrosão já tenha sido iniciado ou para impedir que isso aconteça.

Um dos métodos mais usados em diversos tipos de corrosão é a galvanização. Esse processo nada mais é do que a aplicação de uma camada de zinco no metal, podendo ser aço ou ferro. Ligas da substância também podem ser usadas.

As peças podem sofrer imersão a quente ou mesmo passar por um banho de zinco fundido. Essas são as duas formas mais populares de galvanização.

O zinco é usado para proteger a peça de eventuais danos, pois eles são fatores para o início do enferrujamento, por deixar partes do metal, ainda que pequenas, visíveis e vulneráveis. A substância passa por esse processo no lugar do aço ou ferro, mantendo a peça intacta.

Além disso, o zinco reveste o metal, evitando a corrosão, mesmo que não haja traumas na peça.

Outros tipos de revestimentos também são muito adotados, nas mais diversas ocasiões. O zarcão, por exemplo, é usado para proteger janelas, grades e portões.

Composto de tetróxido de chumbo e com aspecto oleoso, sua aplicação é semelhante ao de uma tinta. A aderência é excelente, pois se trata de um óxido insolúvel, e a principal utilidade é muito simples: evitar que o ferro entre em contato com o oxigênio presente no ar.

Para que a proteção seja integral, a peça não pode ser riscada ou sofrer danos dessa natureza. Assim, a película protetora se desfaz, deixando o metal suscetível à corrosão. Exatamente por conta disso, a manutenção é sempre necessária.

Vale a pena mencionar também os polímeros e folhas de flandres, muito usadas em latas de embalagens de diversos produtos alimentícios. Sua composição é de uma lâmina de aço coberta de estanho e o uso mais frequente nessas latas é no seu interior.

A adoção do estanho para esse método não é aleatória: a substância é muito mais resistente à ação do tempo do que o aço, deixando a peça protegida por muito mais tempo e evitando a corrosão durante esse período.

No caso das latas de embalagens, ainda há uma camada de polímeros, em função do ácido cítrico presente em alguns alimentos. O estanho é sensível a ele. No entanto, para outros tipos de peças, isso não é tão necessário.

Por isso, é comum encontrar latas que se corroem ao serem amassadas. A película protetora é rompida e o alimento, em contato, inicia o processo de oxidação.

Outras opções para evitar diversos tipos de corrosão é aplicar óxido de crômio ou ferro, pois eles são impermeáveis tanto à ação da água, quanto do oxigênio do ar.

O aço inoxidável não enferruja de maneira alguma e, dependendo da peça, vale a pena sua aplicação. Equipamentos industriais e construção civil, bem como peças automotivas, utilizam esse recurso. No uso doméstico, pode-se citar talheres e panelas.

No entanto, esse método é bem mais caro e há uma limitação em seu uso. É importante se informar a respeito do uso ideal antes de adotar essa técnica.

Finalmente, conheça a galvanoplastia ou eletrodeposição metálica. Esse procedimento consiste em aplicar uma camada de um metal mais nobre do que o predominante na peça. Quanto mais a substância tiver essa característica, menos chances de corrosão são notadas.

Você acabou de conhecer diversos tipos de corrosão e também como evitá-las. Os outros textos do blog estão repletos de dicas para facilitar o seu dia a dia. Acesse e tenha informações bastante úteis hoje mesmo.

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Comente se ainda houver alguma dúvida referente a algum tipo de corrosão. Esclarecimentos e conhecimento são sempre importantes na identificação de um problema e aplicação de qualquer técnica.

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