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Por que é fundamental fazer uma inspeção periódica nos vasos de pressão?

Especialistas indicam que a inspeção em vasos de pressão seja feita antes mesmo do seu funcionamento. Se houver fiscalização e esses equipamentos da sua empresa não estiverem inspecionados, você pode ser multado.

Antes de explicar sobre a importância dessa inspeção, vamos retornar um pouco ao que seria um vaso de pressão. Eles são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa.

Tratam-se de reservatórios com tipos, dimensões e finalidades diferentes, essenciais para os processos industriais que envolvem a utilização de fluidos e gases.

São projetados para resistir com segurança a pressões internas diferentes da pressão normal do ambiente, preservando os fluidos e gases do seu interior.

Sempre fique atento aos prazos da Norma Regulamentadora para não haver atrasos e ocorrerem multas.

Por que é fundamental fazer uma inspeção periódica nos vasos de pressão?

Como os vasos de pressão podem causar diversos perigos, eles precisam ser projetados, fabricados e operados dentro de uma série de normas, além de serem inspecionados periodicamente.

Essa inspeção está condicionada pela Norma Regulamentadora NR-13, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ela é condição legal para se operar caldeiras e vasos de pressão em toda e qualquer unidade industrial ou em outro ambiente.

Pela norma, caso a fiscalização seja feita e for observado que não há a realização da inspeção periódica, a empresa terá que cumprir uma multa. O valor depende da quantidade de funcionários e dos problemas encontrados.

Além disso, não realizar a inspeção pode levar a empresa a fazer a inspeção extraordinária, como explicitaremos mais adiante. Esta ocorre quando o vaso de pressão é danificado por acidente, comprometendo a segurança.

Por isso, respeitar as normas é fundamental. A inspeção de segurança periódica e as técnicas a serem utilizadas devem ser definidas por um profissional habilitado — geralmente o engenheiro mecânico — respeitando o histórico do vaso de pressão e as normas vigentes.

Segundo a NR-13, 13.5.1 / 13.10.1:

“As caldeiras e os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, sendo considerado risco grave e iminente o não atendimento aos prazos máximos estabelecidos nesta Norma Regulamentadora. ”

Os vasos de pressão precisam ter, obrigatoriamente, alguns equipamentos, que em sua falta, podem acarretar o que acima foi mencionado sob risco grave e iminente, RGI, até mesmo embargo ou interdição dos vasos de pressão.

Portanto, verifique se há os itens abaixo:

  • Uma válvula ou dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior à PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Permitida), instalada diretamente no vaso ou no sistema onde ele está inserido. É acionado automaticamente em caso de riscos;
  • Dispositivo de segurança contra bloqueio inadvertido da válvula, quando esta não estiver instalada diretamente no vaso de pressão;
  • Um manômetro, instrumento que indica a pressão de operação do vaso;
  • Artifícios que aumentam a segurança: ventilação, iluminação, identificação e inspeção regular dos vasos de pressão;
  • Orientação de mecanismos para fuga em caso de acidentes: saídas, mais do que uma com abertura ampla e sinalizadas.

Os procedimentos e equipamentos acima evitam que catástrofes e acidentes ocorram, como explosão e vazamentos. Nessas situações, a contaminação atinge o meio ambiente, machuca gravemente as pessoas, inclusive podem levar ao óbito.

Assim, as inspeções de vasos de pressão ajudam a evitar multas, acidentes, mortes, interdição da indústria e transmite aos trabalhadores total segurança no trabalho.

Há três tipos de inspeções que podem ser feitas, cada uma com suas exigências, relacionamos todas abaixo.

Quais os tipos de inspeção feitas nos vasos de pressão?

Inspeção de segurança inicial

Essa inspeção é uma das primeiras a ser feita quando o equipamento é instalado. O objetivo é de que o vaso de pressão seja testado e examinado antes de ser ligado.

Deve compreender exame externo, interno e Teste Hidrostático (TH).

O TH é feito em sua fase de fabricação, com comprovação por meio de laudo assinado por PH, e ter o valor da pressão do teste afixado em sua placa de identificação.

Inspeção de segurança periódica

As inspeções em vasos de pressão evitam acidentes que prejudicam o meio ambiente e os trabalhadores.

Constituída por exames externo e interno, deve obedecer aos prazos máximos que são estabelecidos conforme a categoria do vaso de pressão.

Categoria A:

Líquidos inflamáveis, por exemplo, hidrogênio, acetileno, tóxico com limite de tolerância e combustível com temperatura igual ou superior a 200°C.

Deve haver inspeção periódica em vasos de pressão a cada 12 meses com o exame externo, três anos para o interno e seis para o teste hidrostático.

Categoria B:

Combustíveis com temperatura menor que 200 °C, tóxico com limite de tolerância maior que 20 pp.

A inspeção dessa categoria pode ser feita a cada 12 meses, e o exame externo e interno deverá ser feito dentro de três anos; já o teste hidrostático, dentro de seis meses.

Categoria C:

Vapor de água, gases simples, ar comprimido.

A revisão desse tipo para o exame externo deverá ser feita a cada dois anos, e para a interna, quatro anos, e teste hidrostático, dentro de oito anos.

Inspeção de segurança extraordinária

A inspeção extraordinária é feita quando existe algo de errado no controle operacional ou em caso de acidentes. A NR-13 coloca os seguintes acontecimentos para essa inspeção:

  1. a) Sempre que o vaso de pressão for danificado por acidente ou outra ocorrência que comprometa sua segurança;
  2. b) Quando o vaso de pressão for submetido a reparo ou alterações importantes, capazes de alterar sua condição de segurança;
  3. c) Antes de o vaso de pressão ser recolocado em funcionamento, quando permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses;
  4. d) Quando houver alteração do local de instalação do vaso de pressão, exceto para vasos móveis.

Quais os documentos que todos os vasos de pressão precisam ter?

Após a inspeção do vaso de pressão, deve ser anotada no Registro de Segurança a sua condição operacional, e, em 60 dias, deve ser emitido o relatório, podendo ser estendido para 90 dias.

Neste relatório de segurança deve haver:

  • Identificação do vaso de pressão;
  • Fluidos de serviço e categoria do vaso de pressão;
  • Tipo do vaso de pressão;
  • Data de início e término da inspeção;
  • Tipo de inspeção executada;
  • Descrição dos exames e testes executados;
  • Resultado das inspeções e intervenções executadas;
  • Parecer conclusivo quanto à integridade do vaso de pressão até a próxima inspeção;
  • Recomendações e providências necessárias;
  • Data prevista para a próxima inspeção;
  • Nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção;
  • Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações das condições de projeto, a placa de identificação e a documentação do prontuário devem ser atualizadas.

Junto ao Relatório de Inspeção (com os itens descritos acima), os vasos de pressão também precisam ter outras documentações:

  • Projeto de Instalação;
  • Registro de Segurança;
  • Projeto de Alteração ou Reparo;
  • Prontuário do Vaso de Pressão.

Sempre verifique se a documentação está adequada, corrija os desvios de projetos, respeite os prazos de inspeção de vasos de pressão e exija projeto adequado para novos vasos.

Importante: mantenha os funcionários treinados e preparados para qualquer imprevisto, pois eles têm papel fundamental na prevenção de acidentes de qualquer natureza.

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Até a próxima.

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